Inspirador
A Felicidade para mim sempre foi algo difícil de definir. Até há bem pouco tempo, defendia que o Homem não É feliz, apenas tem momentos de felicidade e uns têm mais do que outros…
Mas já não penso assim. Quando reflicto sobre a minha vida, concluo que tenho tudo para ser feliz e que quando me perguntarem: “És feliz?”, eu posso e só tenho que responder: “Sim, SOU FELIZ”.
Aceito que a Felicidade é um estado contínuo e não momentâneo.
Porque,
Mesmo que estejamos a ter um dia banal, rotineiro…
Mesmo que passemos horas sem que nada nos esboce um sorriso e nos faça soltar uma gargalhada…
Mesmo que as coisas não estejam a correr conforme planeamos ou desejamos…
A Felicidade continua lá!…
Na Família que temos, no (a) namorado (a) ou marido (a) que nos acompanha nesta caminhada, nas amizades que mantemos ao longo da vida… Na Saúde e no Emprego, que felizmente, possuímos!
Basta pensar em tudo isso,
Para tornar o dia banal, em especial…
Para surgir um sorriso sem ser preciso alguém nos dizer alguma coisa…
Para nos rirmos á força toda…
E
Para vermos as adversidades como um desafio e não como dificuldades ou barreiras que nos impedem de seguir em frente com os nossos planos, com os nossos sonhos… J
Eu penso todos os dias naquilo que tenho, principalmente, nas pessoas que tenho na minha vida. E, consequentemente, dou por mim a recordar momentos que passei com elas… a recordar as emoções que em diversas situações me proporcionaram…
Hoje, acordei a pensar na mais recente emoção que tive com a nossa Família.
Foi no Domingo passado. Para mim, dia de trabalho. Estava a terminar as minhas tarefas, quando o Pipoca e o meu pai me ligaram a dizer que a Família estava já toda reunida para jantar, em mais um habitual churrasco. Tratei de me despachar, sabendo que mesmo assim chegaria atrasada. Mas, longe de pensar que esse atraso me viria a propiciar uma imagem única e extremamente compensatória.
Há sensações que, por mais que tentemos, não conseguimos descrever. Não somos capazes de encontrar palavras que retratem na plenitude o que sentimos…de construir frases que traduzam as emoções que, em determinado momento, apossaram a nossa Alma e tomaram por completo o nosso “Eu” …
Tal como aconteceu no instante em que cheguei lá a casa, ao quintal…
Estava lá a Família quase toda! Senti um arrepio… E é impossível descrever a sensação que aquela imagem me provocou.
Conseguem descrever o sentimento de Orgulho?
Conseguem passar para o papel a felicidade de ver uma Família inteira reunida?
Conseguem encontrar palavras ou construir frases capazes de representarem o privilégio de ver esta Família crescer com crianças que nos parecem, sempre, mais bonitas e marcantes do que as outras que não são do nosso seio?
Conseguem explicar, por qualquer meio, a alegria que se sente, por exemplo, ao observar a pequenada a brincar com os tios?
Conseguem fazer com que as pessoas anónimas que, eventualmente, visitem este blog percebam o quão especial é pertencer e viver nesta Família?
Eu tentei… mas não consegui…
É impossível!
Porque não se descreve, sente-se!
Postado pela Silvinha